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Tirar a carta de condução vai custar mais de 700 euros Imprimir e-mail

Segundo a Agência Financeira, quem quiser tirar a carta de condução a partir do próximo ano, vai ter de gastar mais dinheiro. O despacho que dá conta de novas regras que vêm agravar os custos da obtenção do título foi publicado na terça-feira e já está a causar polémica.

Em declarações à Agência Financeira, o presidente da Associação dos Industriais do Ensino de Condução Automóvel de Portugal (ANORECA), Carlos Teixeira, considera que a nova legislação «prejudica os consumidores» porque «cria um entrave económico a quem quer tirar a carta, pois vai ter de pagar mais para realizar exames médicos».

«Ainda não se sabe o valor do agravamento dos custos, mas como um título pode ir dos 400 e poucos euros até aos 700, esse número obviamente vai ser ultrapassado», disse o mesmo responsável. Já o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), referiu à AF que «os preços a praticar futuramente serão aprovados conjuntamente pelos membros do Governo responsáveis pela concessão e constarão do respectivo contrato», adiantando que «é prematuro especular sobre diferenças entre os preços actualmente praticados e os que irão resultar do novo regime».

Alteração contempla ainda novos centros de formação

As críticas de Carlos Teixeira estendem-se à criação dos centros de formação e também de novas unidades para se realizarem exames médicos.

O IMTT esclarece que esta alteração «visa, nomeadamente, melhorar a avaliação das condições físicas mentais e psicológicas dos candidatos e condutores, através da introdução de meios auxiliares de diagnóstico mais modernos e fiáveis que permitem uma avaliação mais correcta, daí advindo a consequente melhoria da segurança rodoviária».

Já na opinião da ANORECA, «assiste-se apenas a um emaranhado de leis que saem, mas que não beneficiam a qualidade do ensino». O responsável critica ainda o facto da ANORECA «não ter sido ouvida nesta questão». O IMTT responde dizendo que, «a audição da ANORECA, bem como de outras associações do sector da condução automóvel, não foi considerada pertinente por se tratar de matéria de avaliação médica ou psicológica».

 
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