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A Diário de Notícias publica hoje a informação de que em 2007 prevê-se uma descida dos prémios a liquidar pelo seguro de responsabilidade civil automóvel. Aqui deixamos o texto completo:
Diário de Notícias, texto de Maria João Gago A generalidade das companhias de seguros vai baixar os preços cobrados pelo seguro automóvel em 2007, em resultado da redução do número de acidentes e das dificuldades de recuperação da economia. Esta é a perspectiva da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) para a evolução dos prémios de seguro do ramo não vida ao longo deste ano, segmento em que os produtos automóvel têm um peso de quase 50%. O DN procurou saber junto das maiores companhias do ramo automóvel qual será a sua política comercial para 2007, no entanto, apenas a Allianz e a Tranquilidade responderam, confirmando a tendência expressa pela APS num artigo publicado no seu mais recente boletim trimestral. "Faremos ajustamentos nas diversas componentes da política comercial que conduzirão, naturalmente, à redução dos preços médios, tal como já se verificou em 2005 e 2006", adiantou Teresa Mira Godinho, directora de marketing e qualidade da empresa. A seguradora também já procedeu "a alterações significativas e mais favoráveis para os clientes" nas suas tabelas de bonificação e criou incentivos para os consumidores que "utilizam meios de cobrança simplificados", como o débito em conta bancária. Já a Tranquilidade garante não estar a prever "aumentos para 2007", o que, tendo em conta a inflação prevista para este ano (3,1%), significa que em termos reais os preços praticados pela companhia vão descer. Ainda assim, a empresa poderá reagir a um movimento de descida dos prémios que venha a verificar-se na generalidade do mercado. "O facto de estarmos num ambiente de grande competitividade e a realidade da nossa economia exige uma monitorização contínua do mercado e a consequente adequação da nossa política" de relação entre o preço e a oferta, revela Paulo Jorge Mariano, director de Marketing. Para a APS a redução de preços será uma tendência comum a todo o mercado de seguros reais. "A condicionar a evolução dos ramos não vida está sobretudo uma tendência de ajustamentos tarifários em baixa, acomodando progressos na sinistralidade, e as dificuldades de recuperação da economia", sublinha um artigo publicado no seu boletim entitulado "2007 - Perspectivas para o sector segurador". A descida dos preços dos seguros no segmento automóvel, em particular, e na generalidade dos produtos não vida, vai voltar a "condicionar o crescimento da receita de prémios", alerta ainda a associação representativa do sector. A produção do seguro automóvel tem vindo a abrandar nos últimos anos. Entre o início de 2006 e o final de Novembro, os prémios cresceram apenas 0,2%, totalizando 1,83 mil milhões de euros. Esta estagnação reflecte não apenas a tendência de redução de preços mas também a queda do número de automóveis vendidos. No ano passado, a venda de ligeiros diminuiu 5,1%, de acordo com os dados da Associação do Comércio Automóvel de Portugal.
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